quarta-feira, 21 de março de 2012

cansado remo para alto-mar

Já não sei o obscuro brilho do mar o refulgir alucinado dos teus olhos. Vivo agora amedrontado no covil húmido e sombrio destes dias.

terça-feira, 20 de março de 2012

as facas

Os dias são facas cortantes, afiadas que cortam em camadas finas a vida. E mesmo o mais embotado deles, deixa uma carnificina atrás.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Dias e alçapões

Invento assim precipícios, alçapões em cada passo que dou. Sou o movimento cambaleante de um dançarino embriagado, dervixe perdido no turbilhão da sua queda íntima. E nada mais quero, senão este precipitar-me desabrigado no alçapão absoluto e infinito da minha própria morte.