quinta-feira, 30 de maio de 2013

Oiço-te partir, pela calada da vida! E levas contigo, tudo o que já não sou! E fico aqui, neste minúsculo canto do universo, dobrado sobre mim mesmo, como um feto que nunca há-de nascer.
Aivazovski- vi-o a pintar o Mar Negro, na cidade de Feodócia. E vi no olhar dele o estranho baile das ondas apaixonadas pela lua, na tua túnica salgada esvoaçando até aos meus pés. E juntos, adormecemos cansados da vida, mergulhando num outro mar mais imenso.

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